Sociedade

País mantém 86 casos positivos de Covid-19

O país não registou, nas últimas 24 horas, casos positivos da Covid-19, mantendo-se os 86 positivos com quatro óbitos e 18 recuperados.

Os dados foram avançados, ontem, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, quando fazia a actualização dos dados sobre a pandemia.
Franco Mufinda esclareceu que dos 64 casos activos apenas um paciente requer atenção especial. “Os restantes estão clinicamente estáveis em unidades sanitárias de referência”, sublinhou.

De acordo com o secretário de Estado, actualmente o país tem 456 casos suspeitos e 1.155 contactos estão sob investigação das autoridades sanitárias. O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, 40 chamadas, das quais uma denúncia de violação da cerca sanitária de casos suspeitos e 39 pedidos de informação sobre a Covid-19.

O Instituto Nacional de Investigação de Saúde (INIS) registou 10.451 casos, 86 positivos, 9.911 negativos e 454 em processamento. As autoridades sanitárias deram alta a 29 cidadãos que estavam em quarentena institucional, sendo 21 na província do Cuanza-Norte, quatro em Luanda, dois na Huíla e um na Lunda-Norte e Zaire.

O secretário de Estado referiu ainda que 90 por cento dos infectados pela Covid-19 no país são assintomáticos e apenas dez têm sintomas. Informou que as províncias do Bengo, Benguela, Cunene, Bié, Cuanza-Sul, Lunda-Norte e Huambo reportaram actividades sobre a sensibilização da população, com rastreios de passageiros, distribuição de água potável, capacitação dos profissionais de saúde sobre a Covid-19 e desinfecção de alguns locais públicos.

Acções de formação nas demais províncias, sobre vigilância epidemiológica e gestão de casos, continuam a ser dadas aos profissionais de Saúde. O secretário de Estado esclareceu que os 150 doentes da Clínica Multiperfil que dependem do serviço de hemodiálise testaram negativo e continuam a receber tratamento.

Desde o início da pandemia da Covid-19, disse Franco Mufinda, 19 crianças ficaram infectadas. “O trabalho de informação e educação no seio da comunidade tem sido feito para salvaguardar a vida dos pequenos, sendo que no leque dos 86 infectados existem menores de 18 anos e fez-se tudo para devolver a saúde aos petizes”, referiu.

O secretário de Estado apelou aos pais a levarem os filhos menores de cinco anos aos centros de saúde para completarem o calendário de vacinas, que é fundamental para o crescimento saudável dos meninos”. “Vacinar a criança é um direito, por isso devemos levá-las para a imunização”, concluiu.