Sociedade

O caso do gerador gigante

O gerador, do tamanho da casa de muitos luandenses, que esteve colocado em frente à Sonangol, em plena Baixa da capital, foi, finalmente, retirado, numa ma-nifestação de bom senso, mas... é melhor esperar para ver.

As reticências do parágrafo anterior são ditadas pelas cautelas que, como diz o ditado, tal como os caldos de galinha, “nunca fizeram mal a ninguém”, pois, como lembra outro adágio, “gato escaldado de água fria tem medo” e os luandenses, fartos de tanta incongruência à solta, de mãos dadas com a impunidade, passaram a seguir o exemplo de São Tomé, ver para crer, não “vá o diabo tecê-las”.
Para já, o gerador gigante, situado num dos passeios da Rua do 1º Congresso do MPLA, no do lado direito de quem sobe, foi tirado do local, onde nunca devia ter estado, por constituir, primeiro, um atentado urbanístico, mas, também, à segurança de transeuntes e de toda a Baixa luandense, pelo perigo que era a presença de um verdadeiro “barril de pólvora” a desafiar a sorte.
Quem, ao fim de tanto tempo - antes tarde do que nunca -, teve o lampejo e retirou o gerador gigante do passeio, não merece aplauso, porque fazer bem é obrigação de todos nós, mas é digno, pelo bom senso, de um aceno. Desde que a emenda não venha a revelar-se pior do que o soneto...