Sociedade

Funcionários da Cruz Vermelha do Bié sem salário há 13 meses

Funcionários da Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Bié estão sem salários há treze meses, tempo em que dois mil voluntários também não recebem subsídios.

O secretário provincial da CVA, Ângelo Sassongo, lamenta a falta de preocupação das entidades superiores para a resolução dos problemas que afligem os funcionários e a organização no Bié.

“Sabemos que o Ministério das Finanças tem alocado subsídios para os funcionários em uma conta especial, mas não chegam ao seu destino final, por falta de sentimento humano”, desabafou o responsável da CVA. Segundo Ângelo Sassongo, há quatro anos que a CVA no Bié não recebe suporte financeiro, para apoiar actividades filantrópicas e sociais nas comunidades. Em relação aos meios de transporte, para a realização de actividades nos municípios, Ângelo Sassongo lembrou que há 15 anos que a Cruz Vermelha de Angola não recebe novas viaturas.

Actualmente, acrescentou, a CVA trabalha com dois mil voluntários, treinados para sensibilizar as comunidades sobre a prevenção da pandemia da Covid-19. “Os voluntários da CVA trabalham sem remuneração financeira, em todos os municípios do Bié, com objectivo de colaborar com o governo na resolução de vários problemas que afligem as populações”.

A CVA no Bié apoia associações agrícolas, lar dos idosos, pessoas portadoras de VIH/Sida e em situação de vulnerabilidade, assegurou Ângelo Sassongo. O secretário da CVA afirmou que, com o apoio do Governo Provincial do Bié, está a ser criado um plano, com o Instituto de Desenvolvimento Agrícola (IDA), para apoiar, com fertilizantes, algumas famílias de baixa renda que necessitam de ajuda para a actividade agrícola.