Sociedade

Energia e Água descentraliza gestão das bacias hidrográficas

O Ministério da Energia e Água vai criar, em breve, a semelhança da bacia hidrográfica do Cunene-Cubango e Cuvelai, gabinetes de administração para as bacias do Kwanza, Catumbela-Caporola e Cavaco, Bengo-Dande, Zambeze e Cabinda, com o intuito de descentralizar a gestão.

A informação foi prestada pelo chefe de Departamento de Planeamento de Recursos Hídricos e Hidrologia do Instituto Nacional de Recursos Hídricos, quando dissertava numa palestra sobre “Estratégia Nacional para as Regiões Hidrográficas Angolanas”, em alusão ao Dia Mundial da Água, organizada pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto. 
Narciso Ambrósio reiterou que o objectivo é fazer com que a gestão das oito bacias hidrográficas do país seja feita em unidades pequenas. Na palestra sob o lema “Ciência e a Água”, Narciso Ambrósio não avançou a data da reunião do conselho, mas explicou que a bacia de Catumbela-Cuturola e Cavaco pode ser a próxima a contar com um gabinete de administração, devido aos casos recentes da hidrologia.
A palestra abordou quatro estudos ligados às águas subterrâneas e com técnicas diferenciadas.
Segundo a organização, as recomendações vão ser remetidas à várias instituições. Em nome da organização do evento, o docente Gabriel Miguel afirmou que a palestra deu elementos importantes para a gestão sustentável e integrada dos recursos hídricos.“A ciência tenta identificar os problemas que estão a ocorrer e apresentar soluções”, disse, para sustentar que a Faculdade de Ciências vai contribuir para a população ter acesso à água. 
Recentemente, a Faculdade de Ciência desenvolveu trabalhos científicos que ajudaram as populações da Muxima, Cabo Ledo e Icolo e Bengo a solucionar o problema do precioso líquido, tendo proposto um modelo de construção de poços abaixo custo e com materiais locais e envolvimento dos munícipes.

Simpósio Internacional
Gabriel Miguel anunciou a participação de Angola no 14º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Silusba), de 16 a 20 de Setembro, na cidade da Praia, Cabo Verde.
Cada país vai apresentar pesquisas sobre água e afins, bem como possíveis soluções que podem ser úteis para os outros países. Neste encontro, Cabo Verde propôs um tema ligado à seca, por ter alguma dificuldade neste sentido.
Os pesquisadores angolanos devem remeter à Comissão Científica, até ao dia 30 de Abril, os seus trabalhos, que vão passar por uma fase de análise e selecção.