Sociedade

Comissários licenciados à reforma são homenageados

Um total de 40 oficiais comissários da Polícia Nacional, que recentemente foram li-cenciados à reforma por tem-po de serviço e idade, por despacho presidencial, foram homenageados, ontem, numa cerimónia orientada pelo ministro do Interior, Eugénio Laborinho.

Entre os 40 oficiais licenciados à reforma, destacam- se o comissário-geral Armindo do Espírito Santo e Ambrósio de Lemos, ambos ex-comandantes-gerais da Polícia Nacional.
Passaram para a reforma alguns comissários, como António Baptista Vaz, Tomé Laureano Neto, Víctor Inaculo, Vasco de Castro, António de Sousa, António de Jesus Miranda Guedes.
Foram ainda para a aposentação duas mulheres com as patentes de subcomissárias, Maria Trajano e Sandra Campos.
Os oficiais licenciados à reforma entregaram os materiais usados durante o de-sempenho da actividade policial, desde o fardamento até à patente. Os homenageados receberam um diploma de reconhecimento pelos anos prestados ao serviço da Polícia Nacional.
Os reformados trabalharam na corporação entre 22 e 44 anos de tempo de serviço, segundo dados disponibilizados pelos recursos humanos da Polícia Nacional.
O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, considerou que os oficiais comissários licenciados à reforma dedicaram em defesa dos interesses do Estado, da paz, da estabilidade social , da ordem e segurança pública, integridade territorial e protecção da vida dos cidadãos.
“Os reformados, em muitas ocasiões, deixaram o convívio familiar para o exercício das suas actividades, passando por situações que os impossibilitavam ter uma noite tranquila porque tinham de enfrentar o fogo e ameaça do inimigo, em defesa da garantia da ordem social”, precisou.
Eugénio Laborinho afirmou que foram muitos compromissos com a Nação que os obrigou a ter uma juventude fora do normal, privados de bons momentos, abraçados ao sofrimento e incompreensões familiares, de amigos e de colegas, porque muito cedo abraçaram grandes responsabilidades nos Órgãos de Defesa e Segurança.
O ex-comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, disse que deixa a corporação com o sentimento do dever cumprido e pediu aos novos efectivos para se dedicarem ao trabalho, estudarem e estarem em contacto com as novas tecnologias de comunicação.