Reportagem

Especialista apresenta vantagens para o bebé

A médica de clínica geral, Fátima Ferreira, aconselha as mães a darem aos recém-nascidos o leite do peito até aos primeiros seis meses de vida, ao invés de intoxicá-los com leite artificial e outros líquidos não recomendáveis.

Fátima Ferreira, que falava em Luanda, à margem de uma palestra subordinada ao tema “As vantagens do leite materno infantil”, dirigida às mulheres do  Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, no quadro da Semana Mundial do Aleitamento Materno, considerou a amamentação um acto simples.
A médica assegurou que a amamentação ajuda na protecção da criança e não tem custo, referindo que, além disso, há inúmeros benefícios, uma vez que o menor que toma o leite do peito, exclusivamente até aos seis meses de vida, tem maior probabilidade de desenvolver melhor o cérebro e o dentário.
A também especialista materno-infantil admitiu que o leite do peito é o mais completo dos alimentos para o bebé, justificando que atende a todas as necessidades nutricionais, incluindo proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais para o desenvolvimento saudável.
Entre as vantagens da amamentação com o leite do peito, a especialista explica que, acima de tudo, a  mãe ganha um bebé saudável, sem doenças diarreicas,  infecciosas e a família não tem necessidade de gastar dinheiro para comprar leite artificial.
Fátima Ferreira disse também que o leite materno reforça o sistema imunológico da criança e previne a desnutrição, além de garantir maior proximidade entre a mãe e a criança.
De acordo com a médica de clínica geral, os benefícios da amamentação não são apenas para o bebé, pois também protege as mães contra a depressão pós-parto, diabetes do tipo 2, cancro de ovário e da mama, evitando, assim, mais de 200 mil mortes maternas em  cada ano.
“A amamentação não pode ser vista apenas como um acto da mãe. Para isso, é necessário apoio e a criação de um ambiente que promova condições para as mulheres amamentarem, por forma a reverter os actuais índices que o país apresenta em termos de desnutrição e doenças diarreicas agudas”, precisou.
A médica de clínica geral disse que não há nenhuma fórmula mágica para que a amamentação seja bem sucedida, aludindo à necessidade de o Governo, trabalhadores da saúde a mudarem às políticas e práticas relativamente ao atendimento à mulher e ao recém-nascido.
“Amamentação não significa apenas um acto simples de alimentar uma criança, mas um acto de transmissão de amor, afecto, carinho, um direito fundamental da criança”, disse a médica.
A Semana Mundial do Aleitamento Materno vai até o próximo dia 8 deste mês e Angola celebra, pela terceira vez, com um projecto denominado “Mamaço”, tendo criado vários núcleos de leite instalados nas maternidades de algumas cidades do país.