Política

Raul Danda faz aposta na formação de quadros

A necessidade de uma maior promoção e valorização da mulher e a sua participação nos órgãos de decisão e direcção e aposta na formação de quadros, em particular de jovens, constam entre as linhas de força de Raul Danda enquanto candidato à liderança da UNITA.

Raul Danda apresentou estes compromissos ontem, em Malanje, à margem de um encontro com militantes e delegados daquela província para o XIII Congresso Ordinário da UNITA, que se realiza na próxima semana, em Luanda. 

Natural de Cabinda e licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade Lusíada de Angola, Raul Danda é vice-presidente cessante da UNITA e está agora comprometido a liderar o partido. Manifestou a pretensão de fazer com que a participação da mulher a nível da UNITA atinja os 45 por cento, com tendência de chegar à paridade. Justifica a sua posição com o facto de a maioria da população angolana ser do sexo feminino e por as mulheres também serem competentes.
O político defendeu a aposta na formação de quadros, com a atribuição de bolsas de estudo para os níveis médio e superior no país, numa primeira fase, bem como valorizar os quadros do partido com base nas aptidões e competências.
O político promete ainda congregar os quadros e militantes em torno de uma direcção mais plural, bem como melhorar a imagem do partido. Caso seja eleito, Danda promete um forte combate ao favoritismo, ao nepotismo, à impunidade, corrupção e outros comportamentos desviantes que politicamente fragilizam o partido.
Além da redução da composição do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, consta ainda do manifesto eleitoral de Raul Danda a criação de condições para reduzir a dependência financeira do partido ao OGE e o aumento da auto-suficiência da sua formação partidária. A independência do partido em relação ao OGE é, de resto, uma posição defendida também por um outro candidato: Abílio Kamalata Numa. Ainda ontem, Raul Danda esteve, igualmente, no Uíge, onde fez as mesmas promessas aos militantes locais. Aqui, destaca-se o facto de o candidato ter prometido descentralizar os poderes e promover o diálogo para a cidadania, de modo a colocar a UNITA mais próxima dos cidadãos.

Kachiungo e Kamalata Numa apelam ao voto consciente

Os candidatos José Pedro Kachiungo e Abílio Kamalata Numa apelaram, ontem, na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, ao voto livre e consciente dos delegados ao XIII Congresso Ordinário da UNITA, que vai decorrer sob o lema “Patriotismo, coesão e cidadania”.

José Kachiungo e Kamalata Numa fizeram este apelo durante os actos de apresentação dos seus programas com vista à liderança do maior partido da oposição.
Kachiungo, 1º vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA e o mais jovem entre os cinco candidatos à liderança da UNITA, foi o primeiro a apresentar o seu manifesto eleitoral. Disse que o mesmo se baseia na defesa e preservação da identidade política e ideológica do partido, assim como na reafirmação da vocação da UNITA em exercer o poder político através do fortalecimento da cidadania, com vista à mudança governativa. Este é também um aspecto defendido pelo candidato Alcides Sakala Simões, que ontem fez campanha em Cabinda.
Tal como José Kachiungo, Abílio Kamalata Numa é, também, pelo resgate dos princípios de Muangai (enunciados na criação da UNITA), que considera o símbolo da UNITA. “Tem de ficar no nosso estatuto, senão fica esquecido”, defendeu o antigo secretário-geral.

Adalberto Júnior fala em conquista do poder

O candidato Adalberto Costa Júnior afirmou, quarta-feira, no Sumbe, que, caso vença as eleições para a presidência da UNITA, vai liderar a construção de uma frente democrática para a conquista do poder político, criando um ambiente de alternância do poder em Angola.
A posição foi manifestada diante de militantes, simpatizantes e amigos da UNITA, durante a apresentação das suas linhas de força para a liderança do partido. Adalberto Costa Júnior, que se fez acompanhar do veterano e membro fundador da UNITA, Samuel Chiwale, referiu que a sua liderança vai incidir também na prossecução de tarefas que possam catapultar a realização dos interesses do partido, tais como fazer deslocar o centro da actividade política ao secretariado geral do partido, recuperar e ampliar o património do partido, adaptar a acção político-partidária ao novo figurino demográfico do país e melhorar as condições dos quadros que se dedicam em tempo integral às tarefas do partido.
Quanto às estratégias para o país, sublinhou a necessidade de o partido deixar de ser uma oposição. Adalberto Júnior compromete-se, igualmente, a preparar a UNITA face aos desafios das eleições autárquicas e liderar um processo de negociações com o Executivo e outros partidos para a revisão da Constituição.