Política

João Lourenço: Mulheres são o baluarte da educação das famílias

O Presidente da República, João Lourenço, destacou, ontem, a acção da mulher como baluarte da educação, sustento das famílias e esperança por um futuro melhor, em todas as dimensões da luta pela dignificação das sociedades africanas.


Numa mensagem de felicitações pelo Dia da Mulher Africana, assinalado ontem, o Presidente João Lourenço escreveu que o 31 de Julho encontra África mergulhada num combate difícil contra o avanço impetuoso da Covid-19 e, nesse cenário, destacam-se o papel e a contribuição da mulher, tanto na primeira linha dos cuidados de saúde, como no seio da família.

Segundo o Chefe de Estado, a “destemida mulher africana” é, mais uma vez, posta à prova num contexto em que a pobreza tende a agravar-se, devido às implicações directas e indirectas da pandemia que assola o planeta, como sejam o abrupto aumento dos números do desemprego no seio dos seus companheiros, quando não são elas próprias atingidas pela instabilidade das oportunidades laborais. “Saúdo as mulheres de toda a África e de um modo particular as angolanas, reafirmando a confiança na vossa capacidade de lidar com a adversidade, demonstrada de modo inequívoco ao longo do nosso épico processo de luta como nação”, conclui a mensagem de João Lourenço.

Luzia Inglês pede mais atenção

A secretária para a África Austral da Organização Panafricana das Mulheres (OPM), Luzia Inglês Van-Dúnem, reiterou, ontem, em Luanda, a necessidade de se dar maior atenção ao empoderamento da mulher em África, a fim de combater a violência e as desigualdades no género.
Ao intervir numa conferência alusiva ao Dia da Mulher Africana, assinalado ontem, Luzia Inglês Van-Dúnem, que também é secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), disse que a Covid-19 tornou evidente a violência e as desigualdades que afectam principalmente as mulheres no continente. Perante tal situação, a secretária regional da OPM defendeu que tem de se agir para enfrentar a falta de recursos e garantir direitos em meio à pandemia, a fim de se alcançar a participação efectiva e responsável das mulheres africanas no desenvolvimento socioeconómico e cultural de África e eliminar todas as formas de discriminação contra a mulher, bem como promover o seu empoderamento.
Uma das estratégias, disse, passa pela aposta na melhoria das condições dos meios de produção da agricultura familiar, onde as mulheres realizam grandes contribuições.

Segundo a responsável, neste período de pandemia, a OPM tem a grande missão de intervir, defendendo as mulheres e meninas que enfrentam maiores riscos relacionados à violência, intimidação, tráfico de pessoas, abuso, estupro, assédio sexual, bem como situações de discriminação racial e de estigmatização. Lembrou que as mulheres também sofrerem com barreiras linguísticas, exclusão social, pobreza e diferenças sócio- culturais.
Este ano, as comemorações do 31 de Julho decorrem sob o lema “Unidade na diversidade na luta contra o racismo e Covid-19, rumo ao empoderamento da mulher”.