Política

Defesa quer mais rigor na qualificação de quadros

O secretário de Estado da Defesa Nacional, Afonso Carlos Neto, defendeu ontem, no município da Catumbela, Benguela, maior rigor na qualificação de quadros militares face aos novos desafios do país e equipamentos tecnológicos à disposição das Forças Armadas Angolanas.

Segundo o responsável, que falava no acto central das comemorações do 27º aniversário da criação das Forças Armadas Angolanas (FAA), é necessário o aumento do nível de conhecimento dos militares, em função dos vários cenários operacionais que enfrentam, associados aos equipamentos modernos de alta tecnologia ao dispor do efectivo e que exigem mais aptidão no seu manuseamento.
O secretário de Estado defende também mais qualidade do corpo docente nacional e o estabelecimento de critérios rigorosos na selecção de futuros cadetes, permitindo ter forças armadas cada vez mais fortes e respeitadas, com uma conduta operacional à altura dos desafios da ciência e tecnologia modernas.
O comandante da Região Naval Norte (RNN) da Marinha de Guerra Angolana (MGA), vice-almirante-fuzileiro Noé Magalhães, defendeu ontem, no Soyo, província do Zaire, uma fiscalização mais eficiente da orla marítima e fluvial, para conter a entrada massiva de imigrantes ilegais.
Falando à margem do acto em alusão ao 27º aniversário das Forças Armadas Angolanas (FAA), realizado na Base Costeira da RNN, defendeu a necessidade de pôr-se "ordem na casa", no sentido de prevenir eventuais acções que possam desequilibrar a economia nacional. Para o efeito, disse, a RNN vai colocar à disposição todos os meios necessários para combater o fenómeno imigra-ção ilegal. “Estamos neste momento num processo de reedificação e de reequipamento mas, com os parcos meios que temos, vamos fazendo alguma coisa, para conter este mal”, garantiu. A presença permanente no mar e no rio Zaire, continuou, constitui uma medida mais acertada para conter o fenómeno imigração ilegal que devasta a economia nacional.
“A contenção do mal passa por uma fiscalização mais eficiente, uma presença permanente no mar e no rio e fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para impedir que seja uma realidade.”

Paz reina em Cabinda
O governador de Cabinda, Eugénio Laborinho, considerou ontem, nesta cidade, “de calma”, a situação político-militar na região militar Cabinda, como acontece em todo o território nacional, o que está a permitir a livre circulação de pessoas e dos seus bens.
Eugénio Laborinho, que discursava no acto provincial das comemorações do 27º aniversário da criação das Forças Armadas Angolanas, que decorreu na 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Ntó, sob o lema “FAA 27 anos – a mobilizar, reestruturar e fortalecer”, sublinhou que a paz definitiva que se regista no país deve-se à excelência missão do Exército, que visa proteger a integridade territorial, contra qualquer acto que possa alterar o seu estado normal de funcionamento, como ameaça ou agressão externa.
O Executivo, disse, tem feito todos os esforços para profissionalizar, modernizar e treinar as FAA para estarem unidas e coesas em cooperação com os demais órgãos de defesa e segurança.  “Cada militar deve redobrar a vigilância no seu posto, nesta fase da nossa história, cerrando fileiras em torno da defesa e da integridade na-cional”, frisou. As Forças Armadas Angolanas foram criadas ao abrigo dos Acordos de Bicesse, rubricados a 31 de Maio de 1991, entre a Unita e o Governo, no dia 9 de Ou-tubro de 1991.
O país vive uma conjuntura política, económica e social desafiante, em que as FAA são chamadas a posicionar-se na linha da frente, no processo com vista à moralização da sociedade, assolada por uma crise de integridade moral. O apelo foi feito pelo ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira "Kianda", numa mensagem de felicitações por ocasião do 27º aniversário das FAA, que ontem se assinalou.
O ministro refere que a comemoração da efeméride acontece numa altura em que as FAA estão profundamente engajadas num processo de restauração e redimensionamento das suas estruturas. Tal processo, sublinha, visa a melhoria constante dos níveis de organização, preparação e disciplina, factores que ao longo da história permitiram-lhe granjear o respeito, carinho e a admiração dos angolanos e não só.