Opinião

Potenciar os números certos

Que seria da sociedade hodierna em que vivemos, melhor dizendo do planeta terra e da própria humanidade, se por qualquer acaso os números fossem suprimidos?...

Os números simbolizam potência, que nos dão a perspectiva quântica e temporal e também permitem estabelecer a relação entre o bom e o mau, o bem do mal, distinguir os bons feitos dos maus feitos e separar os benfeitores dos malfeitores, pelas suas práticas lesivas - conscientes, por conseguinte – condenáveis moral e criminalmente. Relatos horripilantes de violência ocorrem não só no nosso país, como em outros quadrantes. O recente acto de barbárie (autêntico terrorismo) perpetrado contra o jornalista saudita Jamal Khashoggi, no interior do Consulado daquele país, em Istambul – Turquia, é prova disso...!!!
Vivemos uma nova realidade nesta Angola de hoje que auguramos diferente e distante da de um ano atrás (por não ter deixado saudades a quantos?...!!!). A nova Angola que se reencontra e busca o resgate da sua verdadeira identidade de “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO”, almeja o potenciar dos números certos das suas estatísticas em todos os domínios: Elevar a renda per capita para que cada angolano possa viver com o mínimo conforto, na perspectiva do aumento da  produção do crude (petróleo)para um milhão e quatrocentos mil barris por dia; no aumento e melhoria da oferta de água e energia, com a aprovação pelo Executivo de 5 mil milhões de dólares para o sector, pela sua transversalidade, a par dos sectores das obras públicas, transportes, saúde e justiça, contribuam decididamente no esbatimento das assimetrias regionais, na redução dos custos de produção interna, na melhoria do ambiente de negócios; na diminuição dos índices de mortalidade materno-infantil; no combate sem pestanejo ao peculato, no repatriamento coercivo de capitais com a consequente perda alargada de bens surripiados do erário público, que, para lá de ser um gesto meramente de coragem, é sobretudo um acto legítimo de equidade e soberania.
Potenciar os números certos agora com a transferência/desconcentração, de parte de poderes antes sob alçada  de institutos centrais, para a tutela dos Governos Provinciais e destes para os Municipais, antecâmara das Autarquias Locais, não deve significar o surgir de “pequenas ravinas” para uso desregrado de recursos financeiros, que mesmo sendo de arrecadação local, a todos nós (Estado) pertencem. Trata-se, pois, de uma nova realidade que impelirá o reforço da capacidade das instituições de controlo, fiscalização e responsabilização.
Utilizar os 11,2 mil milhões de dólares (conseguidos pelo Presidente da República no quadro da sua diplomacia económica positiva)  para o desenvolvimento económico sustentável, como oportunamente e em jeito de balanço  do primeiro ano de mandato o assumiu, perante os Deputados e a Nação, quando tudo parecia indicar que não haveria mais saída – como (erradamente) pressagiaram os agora “novos órfãos do sistema” de corrigir o que está(va muito) mal...!!!” (inconformados) com a realidade da nova Angola, que decididamente apostou na reposição da ordem nas áreas diamantíferas, com o fim único de proteger a nossa segunda fonte de receitas (os diamantes) através da "Operação Transparência” - qual “xenofobia” (?!!!) - é proteger as gerações vindouras, potenciar a esperança de vida e melhorar o  índice de desenvolvimento humano (IDH), desta nova e promissora Angola, que num passado recente assistiu “indiferente” à morte diária de mais de 20 crianças, numa só unidade hospitalar infantil – um “pesadelo” que auguramos nunca mais se venha a repetir