Opinião / Editorial

Mudança e transparência

O momento por que passa o país exige mudança e transparência que, sob o signo da melhoria do que está bem  e correcção do que está mal, deve ser assumido por todos de Cabinda ao Cunene.

Não se trata apenas de um desafio da governação, como aparentemente tende a ser a percepção, na medida em que  com pequenos passos  chegamos às metas preconizadas. 
E não há dúvidas de que nestes cerca de 70 dias do novo Governo, liderado pelo Presidente João Lourenço, sinais encorajadores têm já surgido ao nível da filosofia de trabalho, do contributo que se espera de cada um de nós e que deve continuar como paradigma para as mudanças efectivas de que todos precisamos.
Fomos capazes e exemplares na gestão do processo de transição política pacifica, um activo importante para os propósitos sociais e económicos que o país persegue, e precisamos de persistir neste caminho de mudança e transparência. Estes últimos dois activos são relevantes para o momento que o país vive não apenas internamente mas também externamente numa altura em que os investidores e as instituições internacionais se encontram  "de olho" no país.
É fundamental que continuemos a fazer o nosso trabalho de casa tendo como activos vitais aqueles dois factores, mudança e transparência, inclusive como forma de  assegurarmos os novos rumos perseguidos pelo país.
Esta nova realidade pressupõe necessária e obrigatoriamente algumas rupturas com modelos comportamentais e de actuações do passado, razão pela qual deve existir coragem, seriedade e serenidade para assumir desafios de mudança e transparência. É preciso que o cumprimento de normas elementares por parte de todos como o horário de trabalho, a assiduidade, o exercício da autoridade a todos os níveis, apenas para mencionar estes, se efectivem com o impacto esperado na sociedade e nas instituições.
Independentemente da habitual e compreensível tendência de se aferir  as mudanças no seu aspecto macro, numerosas medidas da iniciativa do poder Executivo inauguram uma fase completamente diferente. E é importante que essa experiência seja não apenas preservada mas sobretudo encorajada para que em tempos de diversificação da economia e desenvolvimento, Angola dê passos para melhorar o bem-estar das famílias.  
Não faz sentido encarar o processo de tomada de decisões, desde que incida em mudanças necessárias acompanhadas da transparência, com as interpretações de suposta "caça às bruxas". Precisamos de olhar para o futuro, com diagnóstico preciso do estado presente do país.
É encorajador e positivo saber que as mudanças que Angola vive ecoam pelo mundo e são vistas como a efectivação do compromisso assumido pelo Titular do Poder Executivo, João Lourenço, para melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.
As palavras da recém-nomeada embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Nina Maria Fite, relativas às mudanças no país, devem servir como estímulo para que as mudanças ocorram e tenham impacto da vida das populações.
"As companhias americanas estão a acompanhar as mudanças com muito interesse, uma vez que as mesmas vão melhorar os negócios entre ambos os Estados. É desejo de todos verem a economia angolana a crescer e os EUA estão prontos a ajudar", disse a diplomata americana em entrevista ao Jornal de Angola.
 Mudança e transparência constituem cartões de visita para a atracção de bons investimentos internacionais no nosso país.