Opinião / Cartas dos Leitores

Parturiente morta

Há dias foi manchete a morte por atropelamento na área do Prenda de uma parturiente que tinha tido o bebé na maternidade Lucrécia Paím. Na verdade, escrevo para levantar aqui várias questões tais como a presença de familiares à entrada, que pernoitam ali mesmo sem necessidade, e a responsabilização das autoridades hospitalares.

Segundo relatos de familiares, uma das irmãs que esteve a pernoitar na parte frontal do portão da maternidade não se apercebeu da saída, nem atropelamento. E curiosamente uma outra que se encontrava em casa, partir da informação divulgada pela rádio soube do fatídico acidente, facto que leva a questionar a utilidade da presença de familiares hospitalizados em frente dessas unidades.
Variadas vezes, as autoridades hospitalares defendem que não é necessário que os familiares pernoitem em frente aos hospitais, mas essa advertência não tem sido acatada pelos membros dos agregados com membros adoentados e hospitalizados. Quanto a outra questão, relativamente a responsabilização das autoridades hospitalares, não há dúvidas de que se tornou urgente e incontornável a realização de um inquérito para apurar responsáveis.
Não se admite que a senhora tenha saído da maternidade, com roupa hospitalar, sem que os funcionários e segurança tomassem conhecimento, com o fim trágico conhecido, sem que ninguém seja responsabilizado.

Hortência Bastos|Cacuaco