Opinião / Cartas dos Leitores

O país na Web

Sou um leitor assíduo do Jornal de Angola, o diário mais importante do país e cuja plataforma on-line é dos meus predilectos meios digitais de leitura sobre a actualidade nacional e internacional.

Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para exprimir alegria pelo crescimento das plataformas digitais em todo o país e augurar o advento de uma nova era com o lançamento do próximo satélite. A governação e a transferência de inúmeras práticas institucionais e comerciais através das plataformas digitais tende a ser uma realidade que não podemos negar. Devemos apenas nos adaptar, numa altura em que tudo tende a evoluir para a rede global, unindo povos, culturas e credos. E por causa deste último, mas nem por isso menos importante item, penso e espero que a "população digital" angolana continue a crescer para que outras realidades sucedam também aqui entre nós. O chamado E-commerce, transacção realizada por meio de dispositivos electrónicos, deve ser uma realidade tangível ao lado de outras iniciativas relevantes como o incipiente E-govern, traduzido na publicitação on-line das acções governamentais acrescidas da interacção com os governados. Para terminar, gostaria apelar às entidades com poder de decisão no sentido de tudo fazerem para que sejamos capazes de tirar o melhor proveito das tecnologias de informação. Está na hora do acesso à Internet, pelas razões que todos julgamos como vitais para o desenvolvimento de Angola, efectivarem-se com a celeridade que Angola clama de Cabinda ao Cunene. É urgente porque, como notamos, cada vez mais negócios estão a transitar para Web e sem esquecer a componente académica. Muitos estudam e frequentam cursos tendo como único suporte a Web.
Francisco Nunes|Caxito


Empreendedor angolano
Sou estudante de Gestão e interesso-me muito sobre o empreendedorismo entre os angolanos. Fala-se muito que o angolano deve ser empreendedor quando, na verdade, o angolano é mesmo empreendedor e não há dúvidas sobre isso. Além de visionário, o angolano tem sabido empreender em muitas áreas e não raras vezes sem o apoio das instituições ou organizações sociais. O indivíduo visto como empreendedor em Angola é capaz mesmo sem apoio abrir o seu negócio e caminhar com pernas próprias e fazer sucesso. Desde a música, passando pelo futebol, estudos e pequenas tarefas, o homem e mulher angolanos são empreendedores. Em todo o caso, julgo que está na hora de as autoridades ponderarem a criação de uma escola de empreendedorismo para dar as ferramentas. A propensão para o empreendedorismo está lá, o que falta são as ferramentas para que os passos dados neste sentido tenham melhor orientação e precisão. Muitas vezes, as pessoas com inclinação para o empreendedorismo precisam de ser devidamente orientados para encaminharem bem as suas energias e capacidades criativas. Espero que haja sensibilidade da parte das instituições do Estado no sentido de proporcionar aos empreendedores angolanos condições para os mesmos serem bem sucedidos. E se esta e outras iniciativas tiverem a escola como berço, melhor.
Pedro Costa|Luena