Opinião / Cartas dos Leitores

Negócio do ferro-velho

 Há dias, o Jornal de Angola publicou como “imagem do dia” uma fotografia de uma carrinha a transportar material ferroso e a legenda trazia à superfície uma maka que importa debater.

 Quem autoriza e controla a fiscalidade do negócio de ferro-velho, que vemos muitas vezes a circular em camiões de um lado para o outro? Gostaria de saber qual o controlo que as instituições do Estado têm sobre as casas que pesam material de cobre e alumínio, que em grande parte depois é exportado? O material ferroso tornou-se um negócio lucrativo e julgo que, independentemente da oportunidade, deviam ser igualmente acauteladas as entradas de receitas fiscais para os cofres do Estado. Como é possível vermos camiões de ferro-velho a deslocarem-se de um lado para o outro, com alguns poucos a embolsarem valores significativos deste lucrativo negócio, enquanto o Estado não ganha nada? Não pode ser e esta é a razão que me leva a escrever estas linhas para contestar o actual quadro. Para terminar, gostaria de insistir que as autoridades não podem deixar que este negócio do ferro-velho continue a enriquecer dezenas de pessoas sem que paguem nada ao fisco.

 Pedro de Freitas
| Mulenvos