Opinião / Cartas dos Leitores

Fármacos sexuais

Escrevo para falar dos estimulantes sexuais, aparentemente uma conversa tabu, mas cuja procura nas farmácias parece aumentar, a julgar pelos casos de morte súbita por explicar que sucedem nalgumas pensões.

E segundo um levantamento feito por um grupo de estudantes, numerosas farmácias de Luanda têm conhecido uma procura crescente de estimulantes sexuais e curiosamente desacompanhadas de receitas médicas. Como recomendam todos os especialistas, os estimulantes sexuais devem ser usados somente sob orientação ou prescrição médica, facto que muitos não fazem acabando por exagerar na dose. E como se não bastasse a procura exagerada de estimulantes sexuais nas farmácias, segundo o referido estudo, publicado no início deste ano nas redes sociais, o mais preocupante é que a procura dos estimulantes é dominada por jovens. Os jovens, na sua maioria entre os 25 e os 45 anos, são os que mais procuram os estimulantes sexuais. Fazem-no por necessidade de, alegadamente, "aumentar a pressão", facto que muitas vezes acaba por ser fatal. A tendência para a automedicação parece estar na base do recurso aos afrodisíacos ou fármacos que alegadamente aumentam a potência sexual. Mas este problema pode também ter por base um outro, o relacionado com a eventual subida de casos de impotência sexual. Espero que as entidades que regulam a Saúde Pública estejam por dentro do que se está a passar para que sejamos preventivos em vez de reactivos.   
Matias Silva|Huambo