Opinião / Cartas dos Leitores

As línguas nacionais

Pretende-se criar um regime jurídico das línguas nacionais, o que, para mim, é um passado importante para a sua valorização.

É verdade que a língua portuguesa, oficial, é falada em todo o território nacional, mas é preciso que as nossas línguas nacionais sejam também aprendidas nos nossos estabelecimentos de ensino. Muitos jovens angolanos têm interesse em aprender línguas nacionais. Há por exemplo jovens do Norte do país que pretendem falar umbundo e jovens do Sul do país que desejam falar kikongo ou kimbundo. Era bom que se elegessem as línguas mais faladas no nosso país para serem ensinadas nas escolas. Os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, deviam promover o ensino , não só do inglês e do francês, mas também de línguas nacionais. Não sei o que a futura lei das línguas nacionais vai prever, mas acredito que este diploma, a entrar em vigor, vai conter normas que irão no sentido de uma maior valorização das línguas nacionais.
Hermínia Alfredo |Samba


Livrarias
Gostava que os livros custassem mais baratos no nosso país. Há muita procura de livros no país, mas os jovens estudantes não têm muitas possibilidades de os comprar, porque são caros. Espero que o Governo, por via dos departamentos ministeriais competentes, se debruçassem, sobre este assunto. Se a formação é essencial para o crescimento económico e para o desenvolvimento do nosso país, é importante que os estudantes tenham acesso aos livros. E sabe-se que ainda temos de recorrer a autores estrangeiros. Os nossos docentes universitários, com raras excepções, produzem poucos livros sobre os diferentes ramos do saber. Vamos ainda, por muito tempo, ter de recorrer a obras de autores de outros países, em particular os de língua oficial portuguesa. Que alguma coisa seja feita para que os nossos estudantes possam ter acesso a livros sem terem de gastar muito dinheiro.
Arsénio João|Bairro Popular


Pequenas e médias empresas
Era bom que se prestasse muita atenção às pequenas e médias empresas no nosso país. Serão estas empresas que poderão fazer diminuir o desemprego. Há que se pensar em políticas públicas que possam incentivar a criação de pequenas e médias empresas e de fazer com que as empresas dessa dimensão que já existiam possam continuar a ter actividade produtiva. Há muita gente empreendedora no nosso país. O que essa gente empreendedora precisa é de financiamento. É preciso que o Estado crie condições para que as pequenas empresas tenham acesso ao crédito. O Estado não deve ser o maior empregador, mas deve ter políticas destinadas a fazer com que as pequenas e médias empresas possam, por via de incentivos, dar empregos a muitos jovens. Quanto a mim, só o crédito bancário pode resolver o problema das empresas descapitalizadas. Os bancos comerciais querem fazer muito dinheiro recorrendo apenas à aquisição de títulos de dívida pública, não se importando com a situação da economia, que precisa de ser aquecida. Os bancos não confiam nos empresários e temem o crédito malparado. Perante este cenário de recusa de concessão de crédito por parte do bancos comerciais, o que o Estado deve fazer? Faço esta pergunta àqueles que têm a responsabilidade de tomar decisões e de dar soluções aos grandes problemas do país.
Luís Panzo|Camama