Opinião / Cartas dos Leitores

3º Bairro Fiscal

Fui há dias tratar da taxa de circulação, no 3º Bairro Fiscal, ao São Paulo, na rua Cristiano dos Santos, ciente da multa, mas fui porque pretendia regularizar a situação de uma viatura que se encontrava em reparação, durante muito tempo.

Posto no local, recebi a informação de que podia pagar porque havia selos, facto que me levou a deslocar-me ao Banco Económico, por orientação da funcionária do mencionado bairro fiscal. Ao regressar às instalações da agência da AGT para adquirir o selo fui informado de que, na verdade, o 3º Bairro Fiscal, ao São Paulo, na rua Cristiano dos Santos, não tinha selos para veículos automóveis com mais de 3000 centímetros cúbicos de cilindrada.
Fiquei perplexo quando interrogado por quem tinha sido atendido, com a informação de que a mesma, a pessoa que me atendeu, era suposto saber que não havia selos na instituição.
Ou, mais prudentemente, era recomendável que a mesma não orientasse a efectuar o pagamento sem certificar se havia ou não selos. Questionei ao senhor que me atendeu, a seguir a primeira funcionária que me deu informações ou orientações erradas, como é que era possível uma instituição como aquela funcionar nos moldes em que me atenderam. Depois de pedidos de desculpas e com a promessa de que ligariam para mim uma semana depois, a verdade que é que o mês está a terminar sem que me liguem, ao menos para informar que não se esqueceram do meu caso.
Circulo com os comprovativos do pagamento, mas a forma como fui atendido é como se estivessem a esquecer que me devem dizer alguma coisa porque paguei por algo sem levantar até agora.
E vale dizer que a cobrança ou o pagamento da taxa de circulação foi voluntário.
Assim, agora começo a entender porque é que a AGT apenas arrecada 40 por cento dos valores globais que espera como receitas do pagamento da taxa de circulação. Trabalham mal e nem respeitam os contribuintes, mas, na hora da cobrança coerciva, agem sem nunca reconhecerem as suas insuficiências.
A reforma tributária devia envolver mais humanismo, respeito, mais atenção e dedicação pelos contribuintes, sobretudo àqueles que voluntariamente se deslocam às instalações da AGT para efectuar a liquidação dos seus impostos. De outra maneira, estarão a incentivar às pessoas a continuarem com práticas menos correctas.
ANTÓNIO PEREIRA | Sambizanga

 

Lixo na via
O lixo na via está a tornar-se num fenómeno tão natural e normal ao ponto de pessoas não se importarem de deitar ao chão papéis, restos de comida ou objectos que contribuem para a sujidade ou presença de lixo ali onde não deve existir. Embora tenha diminuído aquele velho e porco hábito de arremessar garrafas, cascas de frutas ou outros objectos pelas janelas das viaturas, em todo o caso, nada mudou substancialmente na medida em que as pessoas continuam a dispor indevidamente dos resíduos.
È raro e quase impossível depararmo-nos com alguém a caminhar, por exemplo, com uma garrafa de plástico vazia na mão, depois de consumir o conteúdo, na expectativa de encontrar um contentor mais próximo para lá depositar. As pessoas não perdem esse tempo, chegando a “despachar” o objecto logo de seguida na primeira esquina. Esse hábito deve dar lugar a novas maneiras de ser e estar em sociedade.
MANUEL COSTA | Prenda