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Uruguai combate o Coronavirus de maneira exemplar

Apesar de não ter declarado quarentena obrigatória ou exigido o uso de máscaras contra a expansão do novo coronavírus, o Uruguai tem conseguido manter índices baixos de Covid-19 e poucos pacientes nos cuidados intensivos.

Os números levaram o Presidente, Luis Lacalle Pou, a anunciar, na semana passada, o retorno às aulas presenciais a partir de Junho, após dois meses de paralisação das escolas e universidades.

A decisão de permitir o retorno das crianças ao colégio, disse, será dos pais ou dos seus responsáveis.
"O retorno é voluntário. Analisamos a situação com um grupo de especialistas e vimos que o risco do regresso às aulas é mínimo", disse Lacalle Pou.

Em entrevista à BBC Brasil, o ministro da Saúde, o neurologista Daniel Salinas, explicou que as medidas do Governo são tomadas a partir das orientações de um grupo de médicos de diferentes áreas, farmacêuticos, engenheiros, matemáticos e profissionais de estatística, entre outros, que avaliam os riscos de proliferação do vírus.

Até 25 de Maio, o Uruguai (3,5 milhões de habitantes) registava 769 casos confirmados, com 618 pessoas recuperadas (a maioria em casa) e 22 mortos. A maior parte dos falecidos já tinha problemas crónicos de saúde.

A história da quarentena no Uruguai começou no dia 13 de Março, quando tinha apenas quatro casos da doença. O Governo implementou medidas similares às de outros países, fechou fronteiras, suspendeu voos, aulas nas escolas e universidades, missas e outros cultos religiosos e eventos como jogos de futebol e espectáculos musicais.

Terras sem Covid-19

Apenas 12 países, quase todos de pequena dimensão ou relativamente desglobalizados, não registam casos de Covid-19: Quiribati, Ilhas Marshall, Micronésia, Ilhas Samoa, Tonga, Tuvalu, Ilhas Salomão, Vanuatu, Paulau e Nauru (todas da Oceânia), Coreia do Norte e Turquemenistão (ambos na Ásia).