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Rei saudita culpa o Irão pela tensão

O rei Salman da Arábia Saudita condenou ontem as ingerências flagrante do Irão nos assuntos árabes, ao discursar na abertura da 29.ª Cimeira da Liga Árabe em Dhahran, no leste do país.

“Renovamos a nossa firme condenação dos actos terroristas cometidos pelo Irão na região árabe e rejeitamos as suas ingerências flagrantes nos assuntos dos países árabes”, disse Salman Bin Abdelaziz.
O Irão, acusou, “é uma ameaça para a segurança nacional árabe pelas suas tentativas de desestabilização da segurança e por difundir o sectarismo”.  O rei condenou neste contexto as milícias Huthis do Iémen, apoiadas pelo Irão, e os lançamentos que fizeram de mísseis contra a Arábia Saudita, acusando os rebeldes de obstaculizarem as tentativas para encontrar soluções para a guerra naquele país.
O rei saudita reiterou por outro lado que a Arábia Saudita reconhece plenamente o direito dos palestinianos a um Estado e rejeita a decisão dos Estados Unidos de transferir a sua embaixada em Israel de Telavive para Jerusalém.
“Reiteramos a nossa rejeição da decisão norte-americana relativamente a Jerusalém. Jerusalém Leste é parte integrante dos territórios palestinianos”, disse o rei da Arábia Saudita.
O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, centrou o seu discurso nas grandes ameaças ao mundo árabe, que considerou exigir  um diálogo sobre as prioridades da segurança nacional árabe.
Gheit referiu-se ainda ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, tendo afirmado que é responsável pelo colapso da sua pátria e pela perda de dignidade dos sírios.