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Ex-Primeiro-Ministro nega ocultação de dívidas ao FMI

O ex-Primeiro-Ministro são-tomense Patrice Trovoada, que liderou o país entre 2014 e 2018, rejeitou ontem a existência de “dívidas ocultas” durante a sua governação, acusando o actual executivo de “propaganda política difamatória”.

Numa reacção escrita em que se identifica como presidente do partido Acção Democrática Independente (ADI), Patrice Trovoada considera que se trata de “uma nova campanha de difamação orquestrada pelo actual Executivo” que “tentou passar a existência de dívidas e despesas ocultas detectadas e afirmadas pelo FMI”. O Tribunal Constitucional são-tomense legitimou, no início de Setembro, por unanimidade, a eleição, em congresso de Agostinho Fernandes como novo presidente da ADI, mas posteriormente Patrice Trovoada convocou uma facção do partido para novo congresso no qual foi reeleito.
O Governo de São Tomé e Príncipe anunciou, em 3 de Outubro, a intenção de enviar ao Ministério Público documentos relacionados com o que descreveu como dívidas que teriam sido ocultadas pelo Governo de Patrice Trovoada ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que ascenderão a quase 65 milhões de euros.