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Mortes em Moçambique já chegaram quase a 300
“Nós, como colectivo, como SADC, temos de aumentar a capacidade de detecção das alterações climáticas porque estávamos completamente despreparados. A SADC dependia da capacidade da África do Sul”, afirmou, citada pela Lusa.
A passagem do ciclone “Idai” em Moçambique, Malawi e Zimbabwe provocou já perto de 400 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respectivos Governos desde segunda-feira.
“Não detectámos um ciclone, julgámos que eram apenas chuvas excessivas fora de época”, declarou Lindiwe Sisulu, no Parlamento, citada pelo portal “News24”, em referência ao “Idai”.
Lindiwe Sisulu descreveu ainda a tragédia como “uma catástrofe de uma magnitude que nunca tivemos no continente africano”.
Segundo Lindiwe Sisulu, o Governo sul-africano está a coordenar a ajuda humanitária das Nações Unidas e restantes países no auxílio às populações afectadas pelo ciclone.
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Pacheco, considerou insuficientes os apoios internacionais ao país para prevenir desastres naturais, como o ciclone “Idai” que atingiu a zona centro e provocaram até ao momento 294 mortes, os tendência para subir à medida que o tempo passa.
No discurso, sem nunca se referir especificamente ao ciclone, no primeiro dia da conferência Sul-Sul da Cooperação que decorre na capital argentina, o ministro moçambicano lamentou também a falta de acesso a tecnologias, como barreiras marítimas, para diminuir o impacto de ciclones e tempestades. Cerca de 500 mil casas ficaram destruidas.
“Idai”, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.