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Alunos sem acesso ao ensino superior

O ensino superior moçambicano acolhe apenas 6 por cento dos estudantes que terminam o secundário, disse em entrevista à Lusa o ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Jorge Nhambiu, referindo que o Governo pretende aumentar este número.

O ensino superior moçambicano conta com 212.600 estudantes, distribuídos por 48 instituições, entre privadas e públicas, com cerca de 800 cursos a serem ministrados.

Para Jorge Nhambiu, esta percentagem de ingresso no ensino superior, uma das piores da África Austral, mostra que há espaço para mais instituições, principalmente privadas. Na África do Sul, país vizinho de Moçambique, 22 por cento dos estudantes que terminam o secundário, ingressam no ensino superior, referiu o governante.

Jorge Nhambiu considerou, no entanto, que é preciso olhar para a qualidade das instituições, exigindo que respeitem critérios universais. “O objectivo principal do Governo é fazer com que Moçambique seja uma referência em termos de ensino superior”, afirmou o governante. Para o efeito, pela primeira vez, o país conta com uma comissão de fiscalização de instituições do ensino superior. Só no primeiro ano de actividade, a comissão já interditou 12 unidades de estabelecimentos superiores por falta de alvará.

Segundo o ministro, o grande desafio para Moçambique é a componente de higiene e segurança, na medida em que a área do petróleo e gás tem requisitos específicos.

O Governo desenhou um programa para reforçar o currículo do ensino técnico em matérias de segurança e higiene no trabalho, como forma de responder às exigências e minimizar os problemas de acesso ao ensino superior.