Política

Tribunal começa a ouvir declarantes e testemunhas

Depois de um interregno, devido ao feriado alusivo ao Carnaval, o julgamento do caso que ficou conhecido como “Mega Burla Tailandesa”, em que o Estado seria supostamente burlado em 50 mil milhões de dólares, prossegue hoje com o início da audição das 35 pessoas arroladas no processo como declarantes e testemunhas.

Entre essas 35 pessoas constam os nomes do ex-chefe de Estado-Maior das Forças Ar-madas Angolanas, Geraldo Sachipengo Nunda, que vai ao tribunal na qualidade de presidente da mesa da Assembleia Geral da cooperativa “Njangu Yetu”, Rogério Félix Paulo Cabuinda, ex-director adjunto do Gabinete do Vice-Presidente da República, e Alcino Izata da Conceição, assessor para a Área Económica e Social do Vice-Presidente da República.
Na lista estão igualmente Belarmino Van-Dúnem e Mário Palhares. Na altura dos factos, o primeiro era o presidente do Conselho de Administração da extinta Agência para a Promoção do Investimento e Exportações (APIEX), enquanto o segundo exerce, até ao momento, cargo similar no Banco de Negócios Internacional (BNI).
Na última sessão, realizada na sexta-feira, o réu Theera Buapeng, o último que faltava por ouvir no Tribunal, afirmou que o cheque de 50 mil milhões de dólares que seriam investidos em Angola é verdadeiro e que foi ele quem entregou o mesmo documento, a partir do Aeroporto Internacional da Tailândia, à uma representante dos bancos das Filipinas, identificada apenas por Fátima, que estava a viajar para Angola.
Theera Buapeng, que precisou de tradução, já que não fala outra língua que não o tailandês, garantiu que os 50 mil milhões de dólares estão depositados no Banco Nacional das Filipinas, em Nova Iorque.