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EUA desmente ajuda na reconstrução da Síria

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira que não vão financiar a reconstrução da Síria, em guerra desde 2011, enquanto as forças iranianas e os soldados apoiados por Teerão não abandonarem o país.

“Temos sido claros: se a Síria não garantir a retirada total das forças apoiadas pelo Irão, não receberá um único dólar dos Estados Unidos para a reconstrução”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.
A Administração norte-americana quer uma resolução política e pacífica depois de sete anos de conflito, que já causou mais de 360.000 mortos e mais de um milhão de feridos, bem como “a retirada das forças iranianas na Síria”, defendeu Pompeo.
“Hoje, o conflito na Síria está a virar”, afirmou, durante um discurso no Instituto Judaico de Segurança Nacional da América, reiterando que o Governo de Bashar al-Assad reforçou o controlo “no terreno “graças à Rússia e ao Irão.”
O grupo extremista Estado Islâmico “embora ainda não completamente erradicado, é agora uma sombra de si mesmo”, apontou. Mais de cinco milhões de sírios abandonaram o país desde o início do conflito e milhões de outros refugiaram-se na Síria.
O adido de Defesa iraniano em Damasco indicou numa das entrevistas que vários conselheiros militares iranianos vão permanecer na Síria no final da guerra, no quadro de um acordo de cooperação bilateral.
O Irão dá apoio político, financeiro e militar ao Governo de Bashar al-Assad no conflito que devasta a Síria desde 2011. “A presença contínua de conselheiros iranianos na Síria é um dos aspectos cobertos pelo acordo técnico de defesa”, disse o general de brigada Abolghasem Alinejad, citado pelas agências noticiosas iranianas Fars e Tabnak.