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O outro lado da gente | Kialunga Afonso

Kialunga Afonso é escritor, declamador, revisor e editor. Assina as suas obras literárias com o pseudónimo Kapa Afonso. Natural da aldeia de Vila-Nova, província do Uíge, veio ao mundo numa manhã de domingo, aos 14 de Agosto de 1983. Cedo ganhou o gosto pela escrita criativa, uma resposta às inquietações sofridas na adolescência. Formado em contabilidade, fiscalidade e auditoria, pela Universidade Lusófona de Lisboa, interrompeu no 3º ano o curso de Língua e Literatura Portuguesa, na Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto. Especialista em análise económica e financeira para avaliação de blocos petrolíferos, Kialunga publicou os livros “Esperança – Um Romance Contado em Verso” (2010), “Um apaixonado Incorrigível” (2017). Participou e coordenou a antologia “Poemas de Berço e Outros Versos” (2014)

Nome?  Kialunga Afonso.
Data de nascimento? 14 de Agosto de 1983.
Idade? 34 anos.
Calçado? 45.
Naturalidade? Macocola, província do Uíge.
Estado civil? Casado.
Filhos?  5.
Ocupação? Técnico de negociação e projectos de investimento.
Sonhos? Imortalizar-me pelos meus feitos.
Sente-se realizado? Sim, definitivamente. Alcancei mais do que era esperado alcançar com a idade que tenho. Vivo intensamente, sou o artista da minha vida.
Tem carro próprio? Sim.
Tem casa? Sim.
Que importância têm as mulheres para si? Mulher é vida. Tenho mãe, filhas, esposa, irmãs, colegas e amigas. Não seria ninguém se essas mulheres não existissem.
Como se veste de segunda a sexta? Fato e gravata.
E nos fins-de-semana? Informal. Calça jeans, calção e camisola.
Usa roupa de marca?  Não sigo marcas, gosto de usar todas as roupas que me fiquem bem. Algumas vezes são marcas de renome, mas não é o foco.
Cor preferida? Varia muito com o momento. Azul, na maioria das vezes, mas gosto do vermelho na gravata, para realçar outras cores.
Qual é a marca de perfume que usa? Novamente não sigo marcas.  Uso aquele que me for oferecido ou que me apetecer comprar.
Acredita em forças ocultas? Sim, existem. Assim como existe o bem existe o mal. Então existem, mas não tenho medo dessas forças.
Onde passa as férias? Costuma a ser mesmo em Angola. Não há dólares para viajar para outros países, como gostaria.
Cidade predilecta? Complicada, essa pergunta. Mas gosto de Londres.
Virtude? Sou muito paciente e prestativo.
Defeito?  Não desisto fácil e, por vezes, saio magoado.
Vício? Internet (redes sociais). Estou sempre on.
Ídolo? Não tenho ídolos. Admiro algumas coisas em algumas pessoas. Por exemplo, gosto da garra e da força de CR7, mas não sigo ninguém.
Livro? "O dia em que te esqueci", de Maria Rebelo Pinto.
Escritor: Wanhenga Xitu.
Músico:  Sou muito versátil hoje. Gosto de ouvir boa música e varia de acordo com o estado de espírito.
Uma companhia?  A minha Esposa (Sandra Peliganga).
Bebida? Gin Tónico.
Comida?  Gosto de massa com feijão e peixe frito.
Sabe cozinhar? Sim. Aprendi bem com a minha mãe e vivi muito tempo sozinho.
O quê, por exemplo? Sou curioso, faço quase tudo, quando estou disposto, mas o meu arroz-doce traz orgasmo culinário.
É ciumento?  Sou, mas também sou racional. Então faço ciúme razoável e somente quando me dão razão para isso.
O que pensa dos homens que batem nas mulheres?  São covardes, fracos de mente, desequilibrados mentais e vazios. Deviam ser internados num hospício.
Desporto? Futebol.
Clube: Petro de Luanda do tempo do Zico e do Guedes.
Alguma vez mentiu? Sim.
Já foi enganado?  Já sim, algumas vezes.
Como reagiu? Com muita decepção.
Ano que mais o marcou? A minha vida inteira é marcante. Por isso tem muitos anos marcantes, mas vou indicar apenas 2017.
Por quê?  Foi um ano intenso, em termos profissionais, familiares e como escritor. Publiquei o meu segundo livro, “Um Apaixonado Incorrigivel”, que teve muito sucesso. Abri a editora, Yossu e viajei muito pelas províncias.
O que acha da corrupção? Um cancro que precisa de ser extinto para permitir o desenvolvimento da sociedade. As sociedades e os processos devem ser transparentes, se queremos potenciar o desenvolvimento humano. A corrupção mutila isso na sociedade.
E da homossexualidade? Uma prática contrária à  natureza (homem com mulher e mulher com homem). No extremo, a sociedade como nós conhecemos deixa de existir.
E da poligamia?  Uma prática frequente e comum na nossa sociedade. Extinguir não é fácil, devido à história que carregamos por séculos. Devia-se regulamentar para preservar os interesses das relações bígamas e dos filhos destas relações.