Economia
Técnicos do FMI já estão em Luanda
O programa entre Angola e o FMI foi formalizado em Dezembro de 2018, quando Christine Lagarde, directora-geral do fundo, esteve em Luanda para formalizar um empréstimo de 3,7 mil milhões de dólares durante três anos, dos quais mil milhões já estão nos cofres do ministério das Finanças.
Entre as principais contrapartidas prometidas pelo Governo estão o aumento das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), o crédito do Banco Nacional de Angola ao Governo, a eliminação dos atrasados no pagamento da dívida externa e o fim das emissões de dívida com garantia do petróleo.
Para além destas questões, o programa visa atender as pretensões de estabilização macroeconómica e a criação de condições para a diversificação real da economia. Também a crescente dívida do país está a ser monitorizada.
“Se há um programa conjunto é porque a sustentabilidade da dívida já foi identificada, já foi aprovada. O Conselho de Administração do FMI só apoia programas que impliquem a sustentabilidade da dívida. Nas actuais circunstâncias, nos parâmetros actuais, claro que sim: a dívida é sustentável”, defendeu Christine Lagarde, em Dezembro, em entrevista ao Jornal de Angola.
Com o empréstimo e o programa de apoio do FMI às medidas do Governo, a posição de Angola em relação a outros credores internacionais saiu credibilizada. Lagarde explicou ainda que o objectivo “do programa é apoiar as decisões macroeconómicas que já foram identificadas pelo Presidente João Lourenço e a sua equipa económica”.
O desenho do Programa de Financiamento Ampliado teve em conta "a força da moeda, a evolução do dólar, o preço do barril do petróleo e os constrangimentos externos".
Caso os preços do petróleo desçam para níveis abaixo ao previsto no Orçamento Geral do Estado (OGE) "as necessidades de financiamento vão aumentar e os parâmetros do programa terão de ser ajustados com base nesse hiato e o mesmo é verdade se o preço do petróleo subir", disse a directora-geral do FMI.