Economia

Corrupção e a fraude agravaram a crise

O Instituto dos Auditores Internos de Angola (IIA Angola) considerou ontem que a fraude e a corrupção “agravaram” as dificuldades que conduziram o país à actual crise económica, financeira e cambial, defendendo uma “base forte” de auditoria para “moralizar” a sociedade.

O presidente da IIA Angola, Ladislau Ventura, que falava aos jornalistas à margem da Conferência Anual de Auditoria, realizada ontem, considerou “imprescindível” a correcção de “condutas incorrectas”, sobretudo a nível corporativo, sendo esta uma tarefa também dos auditores internos.
De acordo com Ladislau Ventura, é necessário “que se enraíze nas instituições” do país a “cultura dos comités de auditoria, de riscos e de ‘compliance’”, tal como acontece nas instituições financeiras nacionais, “onde há um grau de maior notoriedade”.
Ladislau Ventura lembrou que a auditoria interna ainda não ocupa o espaço que lhe é devido, pelo que urge a ne-cessidade de se organizarem conferências do género, para elucidar o público sobre a im-
portância e o papel da auditoria nas organizações.
“Expandir os Limites da Auditoria Interna para Proteger a Instituição” e “Ferramentas Informáticas de Apoio à Auditoria Interna” figuram entre os temas discutidos no encontro pelos membros da IIA Angola e convidados, entre os quais se contavam o presidente da Federação Africana dos Institutos dos Auditores Internos, Eric Yankah, do Ghana, e Angela Witzany, da Áustria.
Os governos, declarou o presidente da Federação Africana dos Institutos de Auditores Internos,  que discorreu sobre o primeiro tema, devem garantir transparência na gestão dos bens públicos com recurso à  auditoria.
No Ghana, um país bem referenciado entre os doadores internacionais de fundos, “O chefe da auditoria é também responsável da gestão, é um árbitro interno e provedor”, além de que o Tribunal de Contas sufraga os relatórios dos auditores para produzir um mais abrangente, o qual é submetido ao Parlamento.