Economia

Banco Mais disponível para honrar os clientes

O Banco Mais declarou ontem estar disponível para acatar as instruções para observar os direitos dos clientes, depois da revogação da sua licença de operação pelo Banco Nacional de Angola (BNA), na sexta-feira, e anunciou ter aberto uma linha telefónica para questões informativas.

Num comunicado enviado ao Jornal de Angola, o banco  realça que está submetido à revogação da licença - ou a um processo de dissolução e liquidação administrativa - e não à uma situação de falência, numa alusão à disponibilidade para ressarcir clientes, colaboradores e parceiros.
“O Banco Mais, no respeito pelas normas e leis de Angola, encontra-se disponível para acatar todas as instruções que sejam emanadas pelas autoridades competentes neste processo”, declara o comunicado.
O documento acrescenta que, “tão-logo sejam dadas instruções acerca dos procedimentos a serem adoptados para com os direitos dos clientes, colaboradores e dos parceiros, serão os mesmos contactados para a promoção das diligências necessárias ao asseguramento desses mesmos direitos”.
O banco indica ter feito “todos os esforços” para que a decisão da revogação da licença não fosse proferida, mantendo o propósito de continuar “as diligências necessárias junto à autoridade reguladora e as demais instituições para que a situação seja resolvida a contento”, mas “no respeito pela legalidade e pela defesa da confiança no sistema financeiro angolano”.
A linha telefónica colocada à disposição dos clientes, trabalhadores e parceiros tem o número 00244 935970290 e está disponível para contacto durante o “período normal de expediente”.
O Banco Mais iniciou a sua actividade em Setembro de 2015, ainda como Banco Pungo Andongo - um banco regional - na província de Malanje, onde foi inaugurada a sua primeira agência, em Novembro desse ano.
Em 2017, os estatutos do banco foram alterados e, além de ser aprovada a mudança de banco regional para nacional, foi ainda alterado o no-me, passando a chamar-se Banco Mais.
Em Setembro passado, o banco anunciou que, até ao último trimestre de 2018, aumentaria o capital social em 50 por cento, de cinco para 7,5 mil milhões de kwanzas, abrindo também a sua primeira agência em Luanda, num total de três previstas.