Desporto

Mundial foi ganho à terceira tentativa

A terceira foi de vez. É fazendo jus ao velho adágio que a Selecção Nacional sénior masculina de futebol para amputados conquistou segunda-feira, na cidade de San Juan de Los Lagos, México, o título inédito de campeã do Mundo.

Estreada em 2010, no Mundial da Argentina, onde se quedou na nona posição, num universo de 17 países participantes, tendo quatro anos depois, na edição de 2014, também disputada no México, conquistado a segunda posição (dentre 20 selecções), após perder na final por 1-3 para a Rússia, Angola teve de esperar mais quatro anos para materializar o desiderato cuja pretensão foi assumida de modo restrito no seio do grupo.
O feito fica geográfica e umbilicalmente ligado a cinco das 18 províncias de Angola.
Huambo com quatro jogadores, teve a maior representação por intermédio de Celestino Elias (defesa), Laurindo Lucamba (médio), José Candeeiro e Sabino António Joaquim (avançados).
Em Luanda, palco de concentração para preparação da prova, mereceram a confiança do seleccionador nacional Augusto Baptista “Chetu”, Jesus Alexandre Morais (guarda-redes), Francisco Amaro (médio) e Heno Adão Guilherme.
Benguela e Moxico fizeram-se presentes com dois atletas cada uma. Hilário Cafula (médio), Sebastião Cacumba (avançado), Neves Sonhe (defesa) e Sabino Joaquim (avançado).
“Chetu”, responsável pela celebração da segunda modalidade a erguer um troféu Mundial, depois da Selecção Nacional de Pesca Desportiva, é, tal como Sabino Joaquim e Neves Sonhe, repetente nestas lides. Dez dos 12 integrantes do combinado angolano são estreantes.
Recorde-se que esta foi a terceira presença da selecção num Mundial de futebol para amputados. O Comité Paralímpico Angolano (CPA), presidido por Leonel da Rocha Pinto, foi fundado a 10 de Novembro de 1994 e tem a sua sede no Complexo da Cidadela Desportiva.