Desporto

Mauritânia reconhece relva do 11 de Novembro

A Selecção da Mauritânia realiza hoje às 16h00, o treino de adaptação ao relvado do Estádio Nacional 11 de No-vembro, palco do jogo de amanhã frente à sua similar de Angola, pontuável para a terceira jornada do Grupo I de Apuramento ao Campeonato Africano das Nações de futebol, CAN’2019, a decorrer nos Camarões.

Durante a sessão, cuja duração é de 120 minutos, o técnico Corentin Martins privilegia os aspectos físicos e técnicos e dá sequência ao aprimoramento dos conceitos tácticos iniciados na cidade de Nouakchott, capital da Mauritânia.
A terminar o aprumo, o seleccionador mauritano, Corentin Martins, reparte o grupo de 23 jogadores, para realizar a tradicional “peladinha” em campo reduzido, com a finalidade de corrigir insuficiências e avaliar o desempenho do colectivo.
Com uma equipa cuja média de idade é de 26 anos, a Mauritânia mostrou na sessão de ontem, no viveiro do 11 de Novembro, ser bastante forte nas transições defesa-ataque, onde procura explorar os corredores laterais e a finalização com cruzamentos perigosos, sendo estes alguns dos trunfos a serem utilizados pelo treinador francês, de modo a sair de Luanda com um resultado positivo.
Por outro lado, os Les Mourabitounes valem-se mais pelo colectivo. Além do guarda-redes Diallo Guilleye, que em dois jogos disputados manteve a sua baliza inviolável, FK Keshla, do Azerbaijão, é muito forte no jogo aéreo.
 Ismael Diakité (avançado, US Tataouine da Tunísia) e Khassa Camara (médio, Ahletic Club da Grécia) são outros destaques. Cotada inicialmente como uma das selecções mais fracas do grupo, a Mauritânia está a surpreender pela positiva.
Em dois jogos, somou igual número de vitórias, diante do Botswana (1-0) e do Burkina Faso (2-0). Corentin Martins e pupilos estão a fazer uma campanha discreta, mas digna de realce, resultado do investimento feito nos últimos quatro anos.
A melhor classificação da Mauritânia numa competição internacional foi o segundo lugar alcançado na Taça Amílcar Cabral, disputado em Nouakchott, ao perder na final diante da Serra Leoa, aos penalties (4-2), depois da igualdade sem golos.