Desporto

Campeões mundiais estão de volta a casa

A Selecção Nacional de futebol para amputados regressou no princípio da manhã de hoje a Luanda, via São Paulo, Brasil, proveniente da cidade de Guadalajara, México, onde no domingo à noite conquistou o troféu de campeão do mundo, no Estádio Santa Lucia Proan, no município de San Juan Los Lagos.

Na final do mundial, disputada no passado domingo à noite (madrugada de segunda-feira, em Luanda), o “Sete” Nacional venceu o similar da Turquia, por 5-4, na decisão de pontapés de grandes penalidades, após persistência da igualdade sem golos no tempo regulamentar e prolongamento da partida.
O guarda-redes Jesus Mateus, com mérito, defendeu o quinto e o último penaltie da primeira série, enquanto Eno Guilherme desfez o empate de quatro golos, ao apontar o tento do triunfo.
Celestino Elias, um dos esteios da defesa da Selecção Nacional, foi considerado o Jogador Mais Valioso (MVP) da XV edição do Campeonato do Mundo pelo Comité Organizador e pela imprensa.
Para chegar à final, os angolanos derrotaram sem dificuldades os brasileiros, por 2-0, em San Juan Los Lagos, ao passo que nos quartos-de-final triunfou sobre a Polónia (6-5), após marcação de pontapés de penalties.
Nos oitavos de final, o “Sete” Nacional ganhou a similar da Itália, por 2-0, no Estádio Santa Lucia.
Na primeira fase da competição, a Selecção Nacional começou com uma goleada diante da Ucrânia, por 4-0, para a primeira jornada do Grupo C, seguindo-se novo triunfo frente à congénere da Espanha (1-0), partidas disputadas no Estádio Proan, em San Juan Los Lagos. Para encerrar o primeiro turno da fase de grupos, o “Sete” Nacional perdeu com o Haiti, por 1-2, no Estádio Santa Lucia Proan.
Com este triunfo, os angolanos superaram os resultados da edição anterior, disputada em 2014, na cidade de Culiacán, México, onde foi vice- campeão do mundo, depois de ter perdido na final diante da Rússia, por 1-3, no Estádio da Sinaloa. Esta é a terceira participação de Angola no mundial, depois das presenças no México (2014, onde foi vice-campeão) e a estreia na cidade de Crespo, Argentina (2010). O médio Francisco Amaro, 21 anos, um dos estreantes da Selecção Nacional é o mais novo do grupo, enquanto o defesa Jesus Morais, 40 anos, o mais velho.
O avançado Sabino António, 36 anos, e o defesa Neves Sonhi, 31 anos, são os únicos futebolistas que competiram nas três edições do mundial, ao passo que os outros membros da equipa estrearam-se no evento.
Augusto Baptista “Cheto”, 37 anos, técnico do “Sete” Nacional e funcionário da Edições Novembro, assumiu o comando técnico depois da participação no mundial da Argentina, onde ocupava a função de treinador assistente de Pedro Luís.  
Para o mundial do México'2018, “Cheto” Baptista levou os guarda-redes Jesus Pedro, 23 anos, Laurindo Lucamba (28), Jesus Morais (40), João Chiquete (26), Sabino António (36), Francisco Amaro (21), Hilário Kufula (29), Sebastião Cacumba (23), Celestino Elias (27), José Candeeiro (28), Heno Guilherme (26), Neves Sonhi (31).
Além do treinador da “equipa” nacional, integraram a comitiva também os técnicos assistentes Hélder Gomes e Manuel Luís, José Gaviano (fisioterapeuta), Nelson da Luz (estatístico e roupeiro), Sapalo Mucassange (coordenador de futebol do Comité Paralímpico Angolano) e Celeste Tchiama (chefe da delegação).  
O futebol para amputados é disputado em 46 países, segundo informações da Federação Mundial de Futebol para Amputados (WAFF).

Campeonato turco
Eno Guilherme e Jesus Morais, ambos do 1 de Junho e da Selecção Nacional campeã do mundo, seguem antes do final deste mês para a capital da Turquia, onde vão representar durante duas épocas a equipa do Istambul Yeditepe Sport Clube.