Desporto / Basquetebol

Esperança revigorada para os quartos-de-final

Sem o brio exigido a um campeão (com 11 troféus), na disputa da primeira fase, Angola está obrigada nos quartos-de-final, onde defronta o Senegal amanhã, a melhorar em todos os aspectos do jogo, de forma a manter aceso o objectivo supremo nesta edição do Campeonato Africano das Nações: resgatar o título continental sénior masculino de basquetebol.

O desafio diante da República Centro Africana (RCA), a quem venceu por esclarecedores 66-44, deixou bons indicadores e revigora as expectativas do "cinco" nacional às ordens de Manuel Silva "Gi", técnico que apela à união à volta do conjunto que orienta.
Ainda assim, o grupo denota falta de sincronização e engodo ofensivo. São inúmeras as perdas de bola e as situações de ataque falhadas quando em vantagem numérica. Ao não conseguir traduzir em pontos as acções fáceis, a confiança esmorece. O excesso de calor, no interior do Pavilhão Marius Ndiaye, é uma das justificações dadas pelos integrantes da Selecção para o baixo rendimento da equipa.
Concentrada agora na cidade de Tunis, capital da Tunísia, palco de disputa da derradeira etapa do evento, a Selecção mostra-se determinada, em discurso passado de dentro para fora do balneário, em materializar o desiderato. Determinados a despedirem-se da equipa com a conquista da última taça, o base Armando Costa, o extremo Olímpio Cipriano, e o poste Eduardo Mingas prometem emprestar toda a sua experiência e dar o melhor de si para, a 16 do corrente, erguerem o quinto troféu da carreira.
Moralizados com o triunfo de 2015, por 74-73, jogo referente à etapa preliminar, os senegaleses, com uma primeira volta imaculada, pois defrontou dois adversários (Moçambique e África do Sul) sem histórico relevante nos pergaminhos da FIBA-África, mostram-se reticentes em relação às possibilidades da sua selecção ultrapassar os hendecacampeões.
O registo de 2011, também triunfo do Senegal, por 85-78, obriga a uma abordagem ponderada, pois Gorgui Dieng, jogador dos Minnesota Timberwolves e principal figura da equipa, chega à semelhança dos seus compatriotas apostado em conquistar a taça, que lhes foge há quase 20 anos. Diante dos últimos factos, as possibilidades de qualificação para as meias-finais são equitativas para os dois conjuntos. O vencedor joga nas meias-finais com o vencedor do Nigéria-Camarões.

Números da equipa

Angola somou em 125 minutos, referentes à disputa do Grupo B da fase preliminar, duas vitórias e uma derrota, jogada na cidade de Dakar, capital do Senegal. No total, o "cinco" nacional, às ordens de Manuel Silva "Gi", marcou 213 pontos e sofreu 193. Em média, a Selecção anotou 71 pontos em cada encontro, e sofreu 64,3 pontos.
Nos lançamentos da linha dos dois pontos tem uma percentagem de 40,5 por cento. Na linha dos seis metros e setenta e cinco, a média é de 23,7 por cento. Já nos lances livres o aproveitamento é de 63,4 por cento, sendo este o melhor indicador.
O jogador mais utilizado por Gi, é o extremo Carlos Morais, 1,93 metros, com uma média de 30,6 minutos por partida. A uma distância considerável vem Cipriano, com 24,9 minutos. O base Armando Costa, com 20,8 minutos foi o terceiro jogador, chamado mais vezes a entrar para o rectângulo de jogos.
Com menos tempo, 10,3 e 10,8 minutos dos 125 já consumidos pelo “cinco” angolano, estão os extremos Gerson Gonçalves "Lukeny" e Roberto Fortes. Já Sílvio Sousa e Leandro Conceição, extremo-poste e extremo-base, que fazem a sua estreia num Afrobasket, totalizam 13,5 e 18,1 minutos. Hoje, a equipa realiza mais uma sessão de treino.