Desporto

1º de Agosto e ASA abrem desafios das meias-finais

1º de Agosto e ASA abrem, hoje às 18h00, a disputa dos play-off das meias-finais da 40º edição do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol, no pavilhão Victorino Cunha, a melhor de cinco partidas, no primeiro encontro de dois previstos no reduto da equipa militar, antes do terceiro, agendado para o Multiusos do Kilamba.

Os militares, às ordens de Paulo Macedo, assumem o favoritismo teórico, depois de uma fase regular irrepre-ensível, em que terminaram na liderança com apenas duas derrotas. O timoneiro dos rubro e negros pretende montar uma equipa aguerrida, pois sabe que nesta fase não se pode menosprezar o adversário.
A equipa técnica tem todos os jogadores do plantel disponíveis . Ontem, no derradeiro treino, o aprimoramento dos ataques com circulação de bola rápida e a criação de espaços para lançar em situação privilegiada foram dos aspectos ensaiados.
A palavra de ordem no seio do balneário da formação ru-bro e negra é vencer as duas partidas em casa, e depois procurar garantir a passagem para a final no reduto contrário. Por ter sido o líder da fase regu-lar, o 1º de Agosto tem a possibilidade de fazer os dois primeiros jogos em casa.
Os jogadores Armando Costa, Hermenegildo Santos, Carlos Cabral, Emmanuel Quezada, Islando Manuel, Edson Ndoniema, Felizardo Ambrósio, Eduardo Mingas, Jhon Pedro, Mutau Fonseca, Malique Cisse, Sebastião Qicuami, e Milton Valente constituem a equipa militar.
Depois de surpreender o Interclube no seu reduto, o ASA entra com motivação adicional para o desafio com o principal candidato ao título. Carlos Diniz sabes das dificuldades que terá pela frente, e preparou psicologicamente os seus jogadores para esta deslocação ao reduto do adversário.
Aproveitar os erros do adversário é um dos fortes dos aviadores. Nos últimos jogos do campeonato nacional, a equipa apresentou-se muito bem no capítulo defensivo,  teve uma boa percentagem nos lançamentos de curta e longa distância.
Braulio Morais, Helmer Félix, Vasco Estêvão, Nzola Paulo e o norte-americano Donald Sincleton são os jogadores que têm feito a diferença no conjunto do aeroporto. Cesaltino Reis, adjunto de Carlos Diniz, referiu que o jogo colectivo da sua equipa tem sido uma das armas, nos momentos capitais.
“Vamos encarar o jogo com o 1º de Agosto com a maior responsabilidade possível, sem virar a cara à luta e tentar arrancar uma vitória no Victorino Cunha, usando o jogo colectivo como a nossa principal arma”, referiu.
Na outra meia final, a mais aliciante, se olharmos para a classificação obtida pelos dois contendores, o Petro de Luan-da, recebe amanhã, às 18h00, no Multiusos do Kilamba, o Sport Libolo e Benfica. 
     
Seleccionador atento 
 As partidas das meias-finais vão ter um espectador especial. Trata-se do técnico da Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol, o norte-americano William Bryant Voigt.
No país desde a semana passada, o seleccionador pretende acompanhar a recta final do campeonato, tendo em vista a segunda “janela” de qualificação africana para o Campeonato do Mundo China'2019, a ter lugar no próximo mês, no Egipto.
Sábado passado, William Voigt seguiu parcialmente os desafios dos quartos de final, entre Libolo e Desportivo da Marinha, no Dream Space, e Interclube  e ASA, no 28 de Fevereiro.
Em declarações ao canal desportivo da Rádio Nacional de Angola, o seleccionador disse ter gostado do que viu, sobretudo a exibição dos jo-gadores mais novos, com quem espera contar em futuras convocatórias.
“A nossa intenção sempre é tornar a Selecção Nacional cada vez mais nova. Naturalmente que tenho uma base de jogadores  da convocatória anterior, além de atletas mais jovens que integraram a pré-selecção, mas não conseguiram ficar entre os 12 eleitos. Alexandre Jungo e Ngombe Rogério são alguns dos exemplos. Abrem boas perspectivas para futuras convocatórias”, argumentou.
O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Cruz “Ma-
neda” disse estarem criadas as condições para o arranque dos trabalhos, após o en-cerramento do campeonato nacional.
“Achamos racional que esta era a altura certa, para o seleccionador estar presente no país  e fazer as devidas observações. Vamos es-
perar pela evolução dos play-off  de forma mais concentrada, com os olhos postos nos próximos compromisso da selecção”, referiu número um da FAB.