Cultura

Poemas de Neto representados em peça de teatro

O projecto Artevida apresenta, amanhã, às 20h00, na Casa das Artes, em Talatona, o espectáculo  de teatro “Gritos”, uma representação em palco de poemas do livro “Sagrada Esperança”, de Agostinho Neto.

O espectáculo é um monólogo repleto de cenas adaptadas dos poemas (textos) “Dois anos de distância”, “Crueldade”, “Noite”, “Sombras”, “Assim exclamava esgotado”, “Não me exija glórias”, “Confiança” e “Massacre a Cabo Verde”, de um dos livros de maior projecção do Poeta Maior.
“Gritos”, de uma hora, representado pelo actor Caetano Tomás Forriel, com encenação de Adorado Mara, dá igualmente vida à poesia “Segredos de confissão”, de Fridolim Kamulakamwe. Os poemas usados para a montagem do espectáculo também são declamados ao longo da peça.
O actor rompe os paradigmas e celebra a arte como ficção e o teatro como um processo de performance, numa clara mistura entre a representação e a dança, pela personagem e a música, garantida pelo trombetista Piter Zola e o guitarrista Benvindo.
A peça é um desabafo de sofrimento, onde o corpo da personagem transpira o suor das noites sem sono, quando a consciência se junta à moral afugentando assim o medo.
Segundo a sinopse, o espectáculo conta a vida de homem privado de liberdade, que luta determinado a alcançar a independência, usando a caneta e o papel como armas de defesa.
O espectáculo venceu o I Festival de Monólogos, em homenagem a Vitória Soares, antiga actriz da companhia Oásis, da Força Aérea Nacional, realizado de 19 a 27 de Março, na Liga Africana.
“Gritos” acumulou os troféus referentes às categorias Melhor Representação e Melhor Declamação de Poema, devido à carga emocional das cenas.
O Projecto Artevida existe há mais de seis anos e foi idealizado pelo actor e bailarino Caetano T. Furriel, com o objectivo principal de fazer uma simbiose entre as artes.